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sábado, 1 de junho de 2013

Quimera

Escrevo em sonhos mas constato que sonhamos e sonho acordado…
Sonho com o que poderá vir a acontecer mas nada sei o que me espera. Com a minha calma e paciência irreverente descubro que nada sei, tudo sinto e algo adivinho sobre o meu futuro. Coloco em minhas mãos pensamentos, ideias, casos práticos, e vivências e com base em experiências anteriores ou o meu ser empírico facilmente desvendo que te toco sem tocar, que sinto mas jamais te sentirei como desejo que o palpável não me é cedido e que cedendo à tentação de um desejo irei sempre ter de batalhar para chegar a tal estado.

Com o que poderei contar? Com quem? Onde e como? Quais as limitações? Até parece que estou num processo de aquisição de um qualquer imobilizado mas estou apenas mais racional e menos pateta. Sim, menos pateta pois a paixão ou o amor transforma-nos em cómicos, brincalhões e incautos que deambulam pela vida como o Pateta “goofy” em tintas esquartejado está em mil e uma impressões de tira de uma qualquer desenhada banda.

Será que me amas, será que faremos amor, será o que será mas no fundo nada o é… Eso lo Es!
Vivemos nesta incerteza inquietante do não sabermos com o que podemos contar, em nossas vidas, em nosso torno e no nosso ou teu amor.

Aproveitamos sem saber bem qual o nosso rumo. Vivemos com segredos, escondidos de todos sem um tudo. Crianças que roubam e escondem criando e experienciando um misto de ansiedade com adrenalina de um fruto proibido cujo resultado poderá ser o de uma relação amor e ódio por não conseguirmos saber bem distinguir a capacidade de amar e perder. No fundo, aquilo com o que o Ser Humano não sabe lidar. O sentimento de perda… Sim, porque derrotas pessoais todos nós as temos, mas quando perdemos não há já volta a dar.

Porque não vivermos o presente como se futuro não houvesse, porque não sermos e vivermos como anarquistas desta sociedade. Vivermos em segredo como se de imortais nos tratássemos. Sem regras e porventura até com um Great Scotch.

Porque não aproveitarmos o que de bom nos dão e nos regozijar com o que ambos podemos dar um ao outro. Partilhamos ideias e ideais mas há ainda tanto por partilhar… Tanto por dizer e se fazer…

Porque não me deixas despir-te com o meu olhar enquanto os nossos corpos se fundem num bel
prazer de um savoir fair de paixão e amor enquanto nossas peles estaladiças em desejo ardente e suave sedução pecaminosamente se consomem entre beijos húmidos e molhados, carícias e ternuras inqualificáveis, sôfregos… Te possuo a alma com o calor arrebatador de nosso peito envolto nesta magia e sarcástica censura… Carícias e prazeres imorais… Minha lingua que percorre milímetros de tua pele por segundo, absorvendo tua cútis como poros de um deserto de areia que absorve chuvas que tardam em chegar… Faço-te sentir amada e desejada, minha e eu teu… Somos apenas um só…

Possui-me tu com garra e conquista pois eu sim sou quem já te conquistou com este murmúrio meu…

A nossa Quimera de Ouro…

De alguém para alguém...

CS...

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