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terça-feira, 28 de maio de 2013

Dicotomia...

Dicotomia...



Onde partes em busca do teu sossego... desses gritos mudos que te assolam a alma e afagam o peito... desse silencio insurdecedor... dessa aplasia crónica onde teu ser navega e se perde... onde eu busco por ti... e em tua ansia encontro tua explendura...

Juntos, de mão dada, combatemos essa tua mágoa que nunca entendeste bem o porquê de a teres... levo-te em mim... no meu peito... cortamos o ar, desafiamos o destino... sem rumo é certo mas confiantes do que queremos e desejamos... o bem estar... a calma... o eterno nós que nunca existiu nem talvez existirá...

A comoção de uma lágrima tua que percorre teu rosto e meu polegar que o seca... meu forte abraço te envolve... meu coração parco em palavras adorna o teu.... em um cachecol meu cheiro para ti o é... sou todo teu mas nunca minha serás...

Dicotomia de um sujeito ou predicado... envolves-me em teu olhar qual chama de fogo que se um dia se tornar em relação recíproca nada mais será que um forte amor... Sujeito a ti, sujeito a toda esta vivência e sonho..

Predicado de um verbo, de um balbuciar, acarinhar, adocicar, alcalinizar teu sangue de tão ácido que é enquanto provo o doce e amargo sabor de uma água qual sangue envolto em gotas que vertem de um limão espremido e um fermento salícilico que teima em perdurar...

Com carinho te dedico meus dias, minhas palavras, meus gestos...

Minha voz doce o é para ti que tanto me és... Os gritos amargos que mudos já não são...

Sofro sem saber, rasgo céus com o nosso ardor... fogo és, amor me dás, carinho somos... Um do outro...

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